CASO ISABELLA

"Que Deus em sua infinita bondade te guarde e te proteja meu anjo!"

É com tristeza que posto essa reportagem extraída do site G1. Quanta dor no peito dessa mãe que perdeu a filha, quanta maldade no coração de um ser humano que acabou com uma vida. Penso ainda nos filhos de Anna Jatobá, crianças pequenas, ausentadas da presença dos pais. Como lidar com uma situação dessas? Crianças inocentes que pagam preço alto pelos atos dos próprios pais.
Acredito na culpa do casal Nardoni e espero que a justiça realmente seja feita. A justiça dos homens e a Divina!!!

Segue abaixo a reportagem.

"Júri é retomado com interrogatório do casal Nardoni nesta quinta, 25/03/2010, contudo, ainda não está definido ainda quem fala primeiro: se madrasta ou pai de Isabella. A expectativa é com uma possível acareação da mãe de Isabella com casal."

"O julgamento do casal Nardoni deve ser retomado nesta quinta-feira às 9h, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, já com os interrogatórios de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, acusados da morte da menina Isabella na noite de 29 de março de 2008. Não há definição sobre quem falará primeiro: se a madrasta ou o pai de Isabella.

A expectativa neste quarto dia de julgamento deverá girar em torno da possibilidade de acareação entre o casal e a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira que, a pedido da defesa e a concordância do juiz Maurício Fossen, permanece incomunicável no fórum.

O advogado Roberto Podval, que defende o casal Nardoni, diz que só irá decidir se pede uma acareação entre Ana Carolina Oliveira e seus clientes após o interrogatório destes. “A acareação é feita para contrariar pontos. E preciso ver antes como serão os interrogatórios." Ele afirma ter receio de ter a defesa “cerceada” no momento da acareação.

Os acusados apresentarão nesta quinta sua versão sobre a morte da menina Isabella. Depois disso, pode haver o pedido de leitura das peças ou passar direto para a fase de debates, com a fala da acusação e da defesa. A princípio, cada uma das partes tem duas horas para a explanação, que pode ainda ter réplica e tréplica.

Só então o conselho de sentença se reúne para votar os quesitos e determinar o veredicto -absolvição ou condenação. Na sequência, o juiz lerá a decisão dos jurados em plenário e, em caso de condenação, estabelecerá a pena.

Na quarta-feira (24), três testemunhas foram ouvidas no terceiro dia de julgamento do casal. O dia foi marcado pelo depoimento da perita criminal Rosângela Monteiro, que afirmou que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela.

Segundo ela, é impossível que as marcas na camisa tenham sido feitas de outra forma que não seja segurando um peso de 25 kg, com os braços estendidos para fora da janela. A perita também afirmou que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.

Por volta das 19h, o julgamento foi interrompido pelo juiz Maurício Fossen. A dispensa de oito das dez testemunhas pela defesa do casal supreendeu.

Alexandre vestia camisa verde e calça jeans e Anna Jatobá camisa rosa e calça preta.

Mais uma vez, a avó de Isabella, Rosa Oliveira, não suportou a descrição das condições da morte da menina e deixou o plenário.

Depoimentos de quarta-feira 24/03/2010
A primeira testemunha a depor na quarta-feira foi a perita criminal Rosângela Monteiro, responsável pela elaboração dos laudos sobre a morte da menina Isabella Nardoni em 2008. O depoimento dela começou às 10h25 e durou mais de cinco horas.

Rosângela foi arrolada como testemunha tanto pela defesa quanto pela acusação do casal. Ela disse que a menina foi ferida antes de entrar no apartamento do casal Nardoni e que já entrou sangrando. A perita afirmou ainda que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.

A perita afirmou também que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela. Alexandre e Anna Jatobá permaneceram impassíveis durante todo o testemunho; ele, no entanto, demonstrou mais atenção às explicações da perita do que ela.

Por volta das 17h, começou o depoimento do jornalista Rogério Pagnan. Na época da queda de Isabella, ele fez uma entrevista com o pedreiro Gabriel Santos para o jornal "Folha de S.Paulo", em que ele afirmava que uma pessoa havia arrombado uma obra vizinha ao edifício London na noite do crime. O depoimento de Pagnan durou cerca de 40 minutos. Enquanto fazia uma demonstração, o jornalista quebrou um pedaço da maquete.

A terceira testemunha a depor foi o escrivão de polícia Jair Stirbulov. Ele terminou de falar às 18h. Em seu depoimento, ele disse que foi chamado para atender uma ocorrência de roubo seguido de morte e que auxiliou a delegada Renata Pontes nas investigações do crime por 30 dias ouvindo vizinhos e colhendo informações. Ele foi a última testemunha a ser convocada pela defesa."

O caso
O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou em 22 de março e deve durar cinco dias. O júri popular ouve 16 testemunhas , sendo 11 arroladas pela defesa, três compartilhadas entre advogados do casal e acusação e duas do Ministério Público. Seis foram dispensadas pela defesa ainda no primeiro dia e uma, pela acusação.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

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