Estilos da Dança do Ventre

Hoje vamos conhecer diferentes estilos da dança do ventre. Boa leitura!
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Véus: O véu atualmente é um dos símbolos mais comuns da Dança do Ventre e são muitos os passos que o ultilizam, são usados especialmente para emoldurar o rosto ou o corpo da dançarina assim envolvendo-o em mistério e magia. Historicamente, o véu representa a alma feminina. Por isso, todo cuidado com ele é pouco: deve estar sempre bem guardado e não pode ser emprestado a ninguém. Muitas lendas rondam a dança dos Sete Véus, mas, ao contrário do que muitos pensam, não é erótica e sim sagrada. Cada um dos véus possui uma cor diferente e representam sete chakras e sete planetas. A música para a dança do véu deve ser bem lenta, o que valoriza os movimentos da bailarina como os giros do véu para os lados e para trás.
Em outra postagem falarei mais detalhadamente sobre a dança dos sete véus.
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Espada: É uma dança em homenagem à Deusa Neit, mãe de Rá. Por ser uma Deusa guerreira, ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos.A bailarina, usando um ritmo lento equilibra a espada sobre a cabeça, as pernas, o busto, apoiando-a na roupa de dança e alguns outros movimentos que devem ser realizados com delicadeza.


Dança do Jarro: Era executada em cerimônias presididas pelos faraós à beira do rio Nilo, para pedir ao rio que inundasse as terras em suas margens, possibilitando as plantações e as boas colheitas. A dança do jarro pode ser, também, uma dança folclórica. Neste caso, a bailarina representa a rotina das beduínas: caminha de sua tenda até o oásis, onde descansa, conversa com as outras mulheres da tribo, refresca-se, busca água em seu jarro e retorna à sua tenda. (foto: Companhia de dança do ventre de Paulínia)
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Bengala e bastão: A Dança do Bastão é a versão feminina de uma dança masculina chamada Tahtib. É conhecida também como Raks Al Assaya. É uma dança folclórica, alegre, mais graciosa que a masculina. É geralmente dançada ao som do ritmo Said, podendo também ser dançada com os ritmos Baladi e Maqsoum. Said é o nome de uma região ao norte do Egito, local de onde se originou tal dança. Movimentos delicados onde as mulheres apenas manejam o bastão demonstrando suas habilidades com o objeto, usando-o também como uma “moldura” para mostrar o corpo durante a execução de seus movimentos. As mulheres demonstram toda sua habilidade girando o bastão de várias formas sempre com muito charme e delicadeza. Ao dançar, a bailarina demonstra destreza, equilíbrio e sensualidade, e sua expressão deve ser de alegria. A vestimenta cobre o ventre, como um vestido, que pode ser de vários modelos, com abertura lateral, ou não, justo ou mais folgado, entre outros. Acessórios como xales, cintos, enfeites de cabeça, brincos de medalhas são bem-vindos. A curva da bengala deve estar geralmente pra baixo durante a dança. Mas também cabe lembrar que há bengalas sem essa curva, que se assemelham mais a um bastão. Qualquer um desses modelos é apropriado para dançar..

Snujs: Pequenos címbalos de metal, os snujs eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente, além de servir para acompanhar o ritmo da música. É formado de quatro peças de metal tipo castanholas. São também conhecidos como finger, címbalos e sagat. O snuj é um instrumento muito antigo. Tem mais ou menos 3000 anos. Atualmente pode ser usado tanto pela bailarina que faz um solo como por um músico que a acompanha com seu conjunto. Existem vários tipos de snujs: grandes, pequenos, altos e baixos. Os baixos são considerados os melhores e fixam melhor nos dedos. Hoje, no Brasil, existem snujs com duas entradas para elástico que dão mais firmeza e permitem toques mais rápidos. Os snujs são tocados nas pontas dos dedos, com o elástico colocado na base da unha. Este instrumento requer muita prática e habilidade, principalmente quando a bailarina se propõe a tocar enquanto dança, e deve ser batido de forma delicada, mas rapidamente, para que o som saia claro e limpo.
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Pandeiro (Daff): É uma dança feita com o sentido de comemoração, alegria, festas, e como os snujs acompanha o ritmo da música. É uma dança realizada com o sentido de comemoração, de alegria e de festa. Muito utilizado em ritmos árabes para saudar a colheita em seus festivais no campo. O pandeiro é um acessório cênico utilizado pela bailarina enquanto dança e é tocado apenas em alguns momentos para fazer as marcações da música. Ou seja, ela não toca o tempo inteiro como faz o músico com o pandeiro. Ele serve para dar um charme a mais, para incrementar a dança. Não deve ser tocado em músicas lentas ou taksins. Há quem o toque em solos de derbak, o que pode torná-los ainda mais bonitos, se bem executados. Usar roupas alegres, geralmente com moedas. Pode ser dançada com um vestido baladi, que também é usado para a dança da bengala. Nesta dança a bailarina realiza alguns movimentos da dança do ventre enquanto segura o pandeiro próximo ao quadril, acima do ombro ou da cabeça, por exemplo, como um elemento decorativo. Realiza também batidas do pandeiro em diferentes partes do corpo, como mão, cotovelo, ombro, quadril, joelho, para marcar as partes mais fortes da música. Uma dica é fazer batidas no pandeiro apenas nas batidas mais fortes da música, e nos outros momentos utilizá-lo como elemento decorativo. Por isso recomenda-se que se dance em músicas alegres, animadas, ritmadas e bem marcadas. Geralmente usam-se ritmos mais rápidos, nos quais acompanham-se as batidas da percussão, como por exemplo no said, malfuf e falahi. O pandeiro árabe, ou daff, como também é chamado, tem o som e a aparência um pouco diferente do nosso pandeiro ocidental.Diz-se que ele entrou na Dança do Ventre através dos ciganos do Antigo Egito.
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Taças: É uma dança do folclore egípcio. É uma dança muito antiga ligada a Dança do Castiçal. Pode ser usado em festas de casamento, aniversários, batizados. Usa-se música lenta.O fogo das velas representam a vida,a dançarina exteoriza sua Deusa interior fazendo seu corpo um veículo sagrado e ofertado.




Serpente: Praticamente em todas as mitologias a serpente aparece como símbolo de energia e consciência imortais. A serpente foi cultuada pelas grandes religiões pré-cristãs, como emblema solar e principalmente associado ao culto lunar mais antigo e ligado à grande Deusa (Inana, Isis, Deméter, Istha dependendo da região praticamente com o mesmo significado). Antigamente as sacerdotisas dançavam com uma serpente de metal e ouro por esse animal ser considerado sagrado e símbolo da sabedoria. O animal mesmo não era ultilizado. Atualmente as bailarinas fazem a dança com a cobra mas mais como um show de variedades.
(Bailarina e professora de dança do ventre - Dahkini Keller - Campinas - SP)

Andaluz: Conhecida também como a dança dos palácios. Surgiu na provincía de Kadiz, Andaluzia(Espanha), dando origem ao flamenco.

Khaleege: É uma dança folclórica que se originou no Golfo Pérsico (área da Península Arábica que envolve Bahrain, Emirados Árabes, Quatar, Arábia Saudita, Kwait, Oman). É comum ainda hoje em muitos desses países, em festas familiares, cujas presenças são todas femininas, algumas mulheres se levantarem, vestirem suas túnicas e dançarem Khaleege. O ritmo para esse tipo de dança é o Soudi. É dançada com um vestido (túnica) de tecido fino, todo bordado por cima da roupa normal ou da roupa de dança do ventre, no caso de uma apresentação. A túnica é chamada de Galabya. A execução da dança traz uma simples marcação para os pés, que se mantém constante e presente todo o tempo. Além dessa marcação, há movimentos de cabeça (com destaque para os cabelos), de mãos, braços, e tronco. O quadril, ao contrário da dança do ventre, praticamente não se move. Khaleege em árabe significa Golfo, e é uma dança também conhecida como Raks El Nacha´at. No vídeo abaixo a bailarina Juli mostra um pouquinho do khaleege.





Dança Núbia: Antigamente os núbios dançavam danças guerreiras usando lanças e punhais. Normalmente dançavam em filas ou em pares.

Solo de Derbake: A origem desta modalidade remonta o tempo dos rituais, pois são acompanhados pelas batidas fortes de percussão, que a sacerdotisa deve acompanhar com precisão, exaltando as forças da terra. Elas entravam dançando nos templos, energizando com seus pés, que carregavam seus corpos, que se movimentavam, representando as forças dos elementos e animais da terra. Os árabes ao invadirem o Grande Egito, se encantaram com essa dança, ensinando–a para suas mulheres, pois muito lhe agradavam. A Dança: Os movimentos são os solares e os lunares. A bailarina acompanha os instrumentos de percussão, de acordo como são tocados. A Música: As musicas são especificas. A música árabe é muito rica em ritmos. É muito comum o instrumentista acompanhar a bailarina. 
Assista abaixo um solo de Derbak de 


Meleah Laf: Meleah Laf significa lenço enrolado. Esta dança foi vista unicamente no Egito, mais especificamente no subúrbio do Cairo. Nos anos 20, surgiu uma moda no Cairo, onde as mulheres da sociedade começaram a usar o Meleah, grande lenço preto, enrolado ao corpo. A moda passou, mas as garotas do subúrbio até hoje continuam a usar seus lenços. No entanto, agora elas o usam na dança. A amarração padrão do Meleah passa o véu por baixo dos seios, prendendo uma das pontas embaixo do braço. Do outro lado, o véu passa por cima da cabeça e é seguro pela mão. Durante a dança, a bailarina “puxa” o Meleah para que este fique justo ao corpo e ressalte suas formas femininas, principalmente o quadril. No decorrer da música, a bailarina solta o lenço e dança até o fim com ele nas mãos. É comum vê-las dançando com um chador (quase sempre de de crochê) cobrindo o rosto, que também pode ser tirado no decorrer da apresentação. Outra observação interessante: a dançarina masca chiclete durante a dança (tradicionalmente, as egípcias costumam mascar goma de miske). O jeito de andar, o lenço e o chador cobrindo o que mais tarde será descoberto, o ato de mascar chiclete , a música (sempre muito alegre e festiva) são fatores importantes que caracterizam o jeito das garotas Baladi do Egito. É uma dança cheia de estereótipos, onde é necessário charme e uma pitada de ousadia de quem a interpreta. (na foto: as bailarinas e professoras de dança do ventre Júnia Bernardes - Vinhedo e Luciana Festi - Paulínia) 
Assista abaixo um trecho retirado do segundo DVD "Super Noites no Harém", da Khan el Khalili com as bailarinas Kahina, Malak e Juli e o bailarino Márcio Mansur. O segundo vídeo também mostra o Meleah Laff com a bailarina Hanna Luy.





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Espero que tenham gostado meninas!

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